CHE GUEVARA,
APENAS UM TERRORISTA
Por Marcelo de Andrade
Apesar
de já ter ele morrido há mais de 30 anos (em 1967), a figura do guerrilheiro
argentino Che Guevara, ainda causa fascínio em muitas pessoas. Admiração
estranha essa, por um terrorista. Porque Ernesto Guevara, vulgo "Che"
não passou disso, um terrorista. Contaremos aqui alguma coisa de sua história,
com base no "Le livre noir du communisme" , o suficiente para mostrar
sua face verdadeira, que esteve longe de ser "glamourosa".
Che era comunista convicto. Dizia que a solução para os problemas do mundo
estava no regime d
os países da "Cortina de Ferro", principalmente na
antiga URSS.
Depois de viajar pela América Latina e
conhecer Fidel Castro, Che abraçou a causa do atual líder cubano. Uniu-se aos
"barbudos" de Sierra Maestra, visando a tomada do poder e a instalação
de um regime socialista filo-soviético em Cuba.
Logo depois da adesão, foi nomeado
comandante de uma coluna (divisão interna dos revolucionários) e não tardou
em demonstrar sua brutalidade. Em certa ocasião, um subordinado de sua coluna
furta comida. Che descobre e manda fuzilar o autor imediatamente, sem maiores
formalidades, sem defesa. Que contradição! Ele que, segundo a lenda, dedicou
sua vida inteira à "causa dos pobres", matando quem apenas furtara
para comer?
Tomado o poder em Cuba, os revolucionários
partiram para a repressão e execução dos opositores do regime. Ernesto
Guevara participou ativamente do "paredón", ou seja, da morte de
milhares de pessoas. Entre seus colegas, sua fama de inclemente era muito forte.
Che chegou a matar um dos jovens chefes da política anti-Batista, Jesus
Carreras, apenas porque era seu desafeto, recusando todos os pedidos de perdão.
Depois de ajudar na destruição de milhares de
vidas, Che ficou encarregado de tomar conta do Banco Central Cubano. Como não
entendia nada de economia, mas só de guerrilha e de fuzilamentos, acabou por
arruinar o banco, agravando ainda mais o estado lastimável da economia cubana.
Para ajudar a frágil economia cubana,
Guevara criou os "domingos de trabalho voluntário", nos quais a
população era "convidada" a laborar no domingo. Na verdade, as
pessoas eram obrigadas a trabalhar mediante chantagens ou ameaças.
Foi um dos mentores, também, dos "Campos de
Trabalho Corretivo" de inspiração sino-soviética. Eram campos de
trabalho forçado nos quais os opositores do regime eram encarcerados em condições
ultrajantes e obrigados a trabalhar para não morrer.
Em 1965 Che divergiu da política de Fidel e
abandonou Cuba. Partiu para operações de guerrilha fracassadas no Congo e
depois na Bolívia, onde encontrou a morte em 1967.
Tudo o que vinha dos países comunistas, Che
elogiava. Elogiou, por exemplo, a Revolução Cultural chinesa. Ora, essa revolução
comandada por Mao Tsé Tung foi sabidamente criminosa. Nela, o tirano chinês
comandou a morte de milhões. Matava-se por nada. Há casos de pessoas
assassinadas só porque usavam calça jeans! E Che estava apoiando Mao! Aliás,
a sua paixão pelo socialismo e em especial pela URSS o levou a assinar papéis
usando o nome de "Stalin II" e batizar seu filho com o nome de
"Wladimir" em homenagem a Lenin.
A intolerância e truculência de Ernesto Guevara
ficaram registradas em frases como esta: "Não posso ser amigo de quem não
compartilha das mesmas idéias que eu", ou então: "Adoro o ódio
eficaz que faz do homem uma violenta, seletiva e fria máquina de matar".
Che Guevara não passou de um terrorista que usou meios
ilícitos para atingir um fim macabro. Sim, porque o socialismo é macabro: é o
regime que mais causou desgraças no século XX. Esse sistema destruiu
economias, matou milhões de pessoas (100 milhões, segundo a conta do "Le
livre noir du communisme"), perseguiu a Igreja Católica, espoliou
propriedades privadas e perpetrou outros crimes.
Os comunistas dizem que Che foi um mártir da justa
causa do socialismo. Ora, não existe nada de nobre na defesa do erro.
Defender uma doutrina condenada como o socialismo está
longe de estar certo.
Os que o admiram e não são comunistas sustentam
aquela velha e errônea tese: "Não importa que idéias Che possuía, o que
importa é que ele as seguiu e dedicou sua vida inteira a um ideal". Se
esse raciocínio fosse correto, teríamos que elogiar o monstro Hitler...